Brasil é campeão em recuperação da crise

O IBGE divulgou essa semana o PIB do Brasil no 2º tri: crescimento de 1,9% em relação ao trimestre anterior. O resultado é extremamente positivo, não só porque indica que o país saiu rapidamente da recessão, mas sobretudo porque corresponde ao quinto melhor resultado entre as 20 principais economias do planeta no período. Ficamos à frente de EUA, França, Canadá, Espanha, Itália, Alemanha, Japão, Austrália, México, Chile... a lista é enorme.

Seria, em qualquer lugar do mundo, motivo de orgulho para seus cidadãos, mas tristemente a mídia deu a notícia novamente com reticências e sem sorrisos. Na TV, os apresentadores do jornal mais visto do Brasil deram a notícia quase com tristeza, pois não pensam em outra coisa senão em 2010. Está provado, Lula estava certo quando disse que o tsunami do mundo desenvolvido seria uma marolinha para o Brasil. Seus detratores o atacaram à exaustão com base nessa afirmação, mas o presidente sabia o que estava falando. Os fundamentos da economia brasileira, equilibrados como nunca em seu governo, lhe davam razão. Agora, comprovada a superação brasileira, Lula não perdoou: "Muitas pessoas preferiram acreditar numa mentira bem contada do que numa verdade nua e crua. Parte da sociedade brasileira entrou em pânico, porque acreditou mais nas manchetes do jornal do que naquilo que agente falava", declarou o presidente, criticando as pessoas de "mente colonizada" que não acreditaram nos fundamentos do país para passar pelas turbulências. E concluiu: "Dizem por aí 'Ah, o Lula teve sorte. O Gabrielli teve sorte por causa da autosuficiência de petróleo e porque achou o pré-sal.' Não é sorte, não! Pergunte quanto eles investiam antes e quanto investimos agora. É pelo menos seis vezes mais. Ninguém descobre se não investir.”

De fato, tudo leva a crer que o tombo poderia ter sido menor ainda se a mídia tivesse colaborado, senão com otimismo, ao menos com alguma dose de realismo, reportando os FATOS, aquilo que antigamente constituía a matéria-prima do jornalismo. Em vez disso, se empenhou em disseminar o pânico, como tem feito em qualquer situação. Matéria da revista Exame revelou que algumas empresas, principalmente na área industrial, reduziram a produção abruptamente, não só por falta de crédito para tocar as operações, mas também por medo: "'A indústria não estava preparada para vender tanto', diz Luiz Carlos Batista, presidente da Insinuante, rede baiana com 255 lojas espalhadas por Nordeste, Norte e Sudeste.”

Mesmo sendo uma das pontas de lança da tropa de choque contra Lula, a revista teve que reconhecer que o resultado demonstra a “ascensão brasileira a um novo patamar de desenvolvimento.” E prossegue, lembrando que “historicamente, crises externas sempre se traduziram em mais inflação, no front interno, e falta de dólares, no externo. O resultado aqui era o caos. O cenário hoje é o oposto do que se viu no passado -- a inflação permanece domada e o país acumula reservas. A crise perdeu força ao cruzar a fronteira. Nesse sentido, é como se o Brasil tivesse passado numa espécie de teste. A crise colocou o país, sua economia, suas empresas e seu mercado em xeque. Os fatos gerados nas fábricas, nas lojas, nas ruas mostram que -- uau! -- estamos saindo da armadilha muito melhor e mais rápido do que nós mesmos imaginávamos.” Quem diria, hein?!

Mas nem todo mundo capitulou. Alguns da turma do “quanto pior, melhor” custam a acordar. Ou talvez não acordem jamais. “O Brasil está saindo da crise. Mas não diria que só o Brasil está. O mundo todo está encontrando um caminho para essa situação”, disse o inefável senador Pedro Simon. O senador, para variar, exagera. Não é “o mundo todo”, mas metade das nações do mundo demonstram estar saindo da crise. O Brasil, ainda assim, é um dos melhores dentre elas. Outro que não quis dar o braço a torcer foi o senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB. “A comparação correta deve ser com os emergentes, como a China e Índia", disse o tucano torcendo o nariz. "Estes dois países estavam crescendo a 11%, 12% ao ano e apenas desaceleraram. Hoje estão na média de 6%, 7% ao ano. Nós estamos ficando para trás”, disse Guerra. Os jornais anotam a discordância não de petistas, mas de um profissional do mercado de capitais. Para Alfredo Coutinho, diretor na América Latina da agência de classificação de risco Moody's, os dados dessas duas economias, assim como os da Rússia, não consideram a sazonalidade e, portanto, não são comparáveis com a maioria dos países.

O ministro Guido Mantega cita uma outra razão que torna a comparação, no mínimo, estapafúrdia. Mantega afirmou que o governo deve gastar entre 1% e 1,5% do PIB em 2009 em medidas de estímulo ao consumo, como renúncias fiscais e investimentos do programa "Minha Casa, Minha Vida", num total de R$ 6 bilhões. Vários países aumentaram seus gastos para enfrentar a crise, mas o Brasil está conseguindo se recuperar com menos. Segundo o ministro, a China está gastando 13% do PIB em 2009, para se manter longe da crise.

Particularmente, não gosto da comparação com China e Índia, países com deficiências estruturais absurdas em relação ao Brasil, cujas economias ainda se baseiam em mão-de-obra escrava e pouca liberdade. Mas se o senador Sérgio Guerra é tão afeito à comparação com esses países, alguém deveria perguntar a ele onde estava com suas comparações durante o governo anterior a Lula, quando o Brasil patinava, estagnado, enquando China e Índia já cresciam a todo vapor.

 
 

Pastor pião anima culto muito louco

Esse vídeo eu já assisti dezenas de vezes e até agora não consegui parar de rir da "inovação" que esse "pastor" pirocóptero, ou pião (ou pilão, para os gamers) criou para conquistar mais incautos fiéis. A versão abaixo é uma das mais engraçadas, mas vai achar mais graça quem conhecer o universo dos games, em particular o clássico Street Fighter...

Como no vídeo do Kiko dançando arrocha, o pastor pião inspirou inúmeras versões. Confira as minhas preferidas:

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