Saúde

 
 

Paulo Niemeyer Filho por dentro do cérebro

A Revista Poder, de Joyce Pascowitch, publicou há algum tempo essa ótima entrevista com o neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, considerado um dos maiores expoentes em sua especialidade. Achei interessante e replico na íntegra (antes que proíbam! rsrs). Dr. Paulo liderou a equipe que operou meu pai quando de um incidente sério, muitos anos atrás. O tratamento foi todo na Beneficência Portuguesa do Rio, e foi excelente. Salvou-lhe a vida.

28/01/2009 -  17:59    
Por dentro do cérebro

Chegar à casa do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, no alto da Gávea, no Rio de Janeiro, é uma emoção. A começar pela vista deslumbrante da cidade, passando pelos macacos que passeiam pelos galhos até avistar as orquídeas que caem em pencas das árvores, colorindo todo o jardim. Cada uma dessas flores foi presente de um paciente do médico, que sua mulher, Isabel, replantou na parte externa da casa. Ou seja: a competência desse médico, com 33 anos de profissão, que dedica sua vida à medicina com a paixão de um garoto, pode ser contada em flores. E são muitas.
Filho do lendário neurocirurgião Paulo Niemeyer, pioneiro da microneurocirurgia no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer, Paulo escolheu a medicina ainda adolescente. Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres. De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina. Ao todo, sua formação levou 20 anos de empenho absoluto. Mas a recompensa foi à altura. Apaixonado por seu ofício, Paulo chefia hoje os serviços de neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente, onde atende e opera de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas no curso de pós-graduação em neurocirurgia da PUC-Rio.
Por suas mãos já passaram o músico Herbert Vianna – de quem cuidou em 2001, depois do acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral do Rio –, o ator e diretor Paulo José, a atriz Malu Mader e, mais recentemente, o diretor de televisão Estevão Ciavatta – marido da atriz Regina Casé que, depois de um tombo do cavalo, recupera-se plenamente –, além de centenas de outros pacientes, muitos deles representados pelas belas flores que enchem de vida o seu jardim.

PODER: Seu pai também era neurocirurgião. Ele o influenciou?
PAULO NIEMEYER: Certamente. Acho que queria ser igual a ele, que era o meu ídolo.
PODER: Seu pai trabalhou até os 90 anos. A idade não é um complicador para um neurocirurgião? Ela não tira a destreza das mãos, numa área em que isso é crucial?
PN: A neurocirurgia é muito mais estratégia do que habilidade manual. Cada caso tem um planejamento específico e isso já é a metade do resultado. Você tem de ser um estrategista..
PODER: O que é essa inovação tecnológica que as pessoas estão chamando de marcapasso do cérebro?
PN: Tem uma área nova na neurocirurgia chamada neuromodulação, o que popularmente se chama de marcapasso, mas que nós chamamos de estimulação cerebral profunda. O estimulador fica embaixo da pele e são colocados eletrodos no cérebro, para estimular ou inibir o funcionamento de alguma área. Isso começou a ser utilizado para os pacientes de Parkinson. Quando a pessoa tem um tremor que não controla, você bota um eletrodo no ponto que o está provocando, inibe essa área e o tremor pára. Esse procedimento está sendo ampliado para outras doenças. Daqui a um ou dois anos, distúrbios alimentares como obesidade mórbida e anorexia nervosa vão ser tratados com um estimulador cerebral. Porque não são doenças do estômago, e sim da cabeça.
PODER: O que se conhece do cérebro humano?
PN: Hoje você tem os exames de ressonância magnética, em que consegue ver a ativação das áreas cerebrais, e cada vez mais o cérebro vem sendo desvendado. Ainda há muito o que descobrir, mas com essas técnicas de estimulação você vai entendendo cada vez mais o funcionamento dessas áreas. O que ainda é um mistério é o psiquismo, que é muito mais complexo. Por que um clone jamais será igual ao original? Geneticamente será a mesma coisa, mas o comportamento depende muito da influência do meio e de outras causas que a gente nunca vai desvendar totalmente.
PODER: Existe uma discussão entre psicanalistas e psiquiatras, na qual os primeiros apostam na melhora por meio da investigação da subjetividade, e os últimos acreditam que boa parte dos problemas psíquicos se resolve com remédios. Qual é sua opinião?
PN: Há casos de depressão que são causados por tumores cerebrais: você opera e o doente fica bem. Há casos de depressão que são causados por deficiência química: você repõe a química que está faltando e a pessoa fica bem. Numa época em que se fazia psicocirurgia existiam doentes que ficavam trancados num quarto escuro e quando faziam a cirurgia se livravam da depressão e nunca mais tomavam remédio. E há os casos que são puramente psíquicos, emocionais, que não têm nenhuma indicação de tomar remédio.
PODER: Já existe alguma evolução na neurologia por causa das células-tronco?
PN: Muito pouco. O que acontece com as células-tronco é que você não sabe ainda como controlar. Por exemplo: o paciente tem um déficit motor, uma paralisia, então você injeta lá uma célula-tronco, mas não consegue ter certeza de que ela vai se transformar numa célula que faz o movimento. Ela pode se transformar em outra coisa, você não tem o controle, ainda.
PODER: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar melhor?
PN: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.
PODER: Cabeça tem a ver com alma?
PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma. Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.
PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?
PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.
PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?
PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.
PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?
PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.
PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?
PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.
PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?
PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha, não é?
PODER: Você não vê contraindicações na manipulação dos processos naturais da vida?
PN: O que é perigoso nesse progresso todo é que, assim como vai criar novas soluções, ele também trará novos problemas. Com a genética, por exemplo, você vai fazer um exame de sangue e o resultado vai dizer que você tem 70% de chance de ter um câncer de mama. Mas 70% não querem dizer que você vai ter, até porque aquilo é uma tendência. Desenvolver depende do meio em que você vive, se fuma, de muitos outros fatores que interferem. Isso vai criar um certo pânico. E, além do mais, pode criar problemas, como a companhia de seguros exigir um exame genético para saber as suas tendências. Nós vamos ter problemas daqui para frente que serão éticos, morais, comportamentais, relacionados a esse conhecimento que vem por aí, e eu acho que vai ser um período muito rico de debates.
PODER: Você acredita que na hora em que as pessoas puderem decidir geneticamente a sua hereditariedade e todo mundo tiver filhos fortes e lindos, os valores da sociedade vão se inverter e, em vez do belo, as qualidades serão se a pessoa é inteligente, se é culta, o que pensa?
PN: Mas aí você vai poder escolher isso também. Esse vai ser o problema: todo mundo vai ser inteligente. Isso vai tirar um pouco do romantismo e da graça da vida. Pelo menos diante do que a gente está acostumado. Acho que a vida vai ficar um pouco dura demais, sob certos aspectos. Mas, por outro lado, vai trazer curas e conforto.
PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?
PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.
PODER: Paciente famoso dá mais trabalho?
PN: A revista New England Journal of Medicine publicou um artigo sobre as complicações do tratamento vip, mostrando que o perigoso nesse tipo de tratamento é que você muda a sua rotina. Eles deram o exemplo do papa João Paulo 2º e do ex-presidente norte-americano Ronald Regan, que levaram tiros. E mostraram momentos em que eles quase morreram porque, quando chega um doente desses, o hospital para, todo mundo quer ver e ajudar, a sala de cirurgia fica lotada, o cirurgião deixa de fazer um exame que devia ser feito porque pode doer… O doente vip acaba influindo nas decisões médicas pela importância que tem, e isso pode complicar o tratamento. Ele tem de ser tratado igualzinho ao doente comum, para poder dar certo.
PODER: Já aconteceu de você recomendar um procedimento e a pessoa não querer fazer??
PN: A gente recomenda, mas nunca pode forçar. Uma coisa é a ciência, e outra é a medicina. A pessoa, para se sentir viva, tem de ter um mínimo de qualidade. Estar vivo não é só estar respirando. A vida é um conjunto. Há doentes que preferem abreviar a vida em função de ter uma qualidade melhor. De que adianta ficar ali, só para dizer que está vivo, se o sujeito perde todas as suas referências, suas riquezas emocionais, psíquicas. É muito difícil, a gente tem de respeitar muito.
PODER: Como é o seu dia-a-dia?
PN: Eu opero de segunda a sábado de manhã, e de tarde atendo no consultório. Na Santa Casa, que é o meu xodó, nós temos 50 leitos, só para pessoas pobres. Eu opero lá duas vezes por semana. E, nos outros dias, na Clínica São Vicente. O que a gente mais opera são os aneurismas cerebrais e os tumores. Então, é adrenalina todo dia. Sem ela a gente desanima e o cérebro funciona mal. (risos)
PODER: Você é workaholic?
PN: Não é que eu trabalhe muito, a minha vida é aquilo. Quando viajo, fico entediado. Depois de alguns dias, quero voltar. Você perde a sua referência, está acostumado com aquela pressão, aquele elástico esticado.
PODER: Como você lida com a impotência quando não consegue salvar um paciente?
PN: É evidente que depois de alguns anos, a gente aprende a se defender. Mas perder um doente faz mal a um cirurgião. Se acontece, eu paro com o grupo para discutir o que se passou, o que poderia ter sido melhor, onde foi a dificuldade. Não é uma coisa pela qual a gente passe batido. Se o cirurgião acha banal perder um paciente é porque alguma coisa não está bem com ele mesmo.
PODER: Como você lida com as famílias dos seus pacientes?
PN: Essa relação é muito importante. As famílias vão dar tranquilidade e confiança para fazer o que deve ser feito. Não basta o doente confiar no médico. O médico também tem de confiar no doente. E na família. Se é uma família que cria caso, que é brigada entre si, dividida, o cirurgião já não tem a mesma segurança de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes o doente não tem como opinar, está anestesiado e no meio de uma cirurgia você encontra uma situação inesperada e tem de decidir por ele. Se tem certeza de que ele está fechado com você, a decisão é fácil. Mas se o doente é uma pessoa em quem você não confia, você fica inseguro de tomar certas decisões. É uma relação bilateral, como num casamento. Um doente que você opera é uma relação para o resto da vida.
PODER: Você acredita em Deus?
PN: Não raramente, depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando você acaba de operar, vai até a família e diz: “Ele está salvo”. Aí, a família olha pra você e diz: “Graças a Deus!”. Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.
PODER: Como você relaxa?
PN: Estudando. A coisa que mais gosto de fazer é ler. Sábado e domingo, depois do almoço, gosto de sentar e ler, ficar sozinho em silêncio absoluto.
PODER: E o que gosta de ler?
PN: Sobre medicina ou história. Agora estou lendo um livro antigo, chamado Bandeirantes e Pioneiros, do Vianna Moog, no qual ele compara a colonização dos Estados Unidos com a do Brasil. E discute por que os Estados Unidos, com 100 anos a menos que o Brasil, tiveram um enriquecimento e um progresso tão rápidos. Por que um país se desenvolveu em progressão geométrica e o outro em progressão aritmética.

 
 

Campanha AACD: Ajudar é bom demais!

Aos meus três leitores (rsrsrs): Esse fim de semana está rolando mais uma campanha monumental de arrecadação para a AACD, uma das instituições reconhecidamente sérias desse país, que faz um trabalho sensacional com os deficientes. Estou postando no meu blog e convoco todos a colaborarem para a permanência dessa obra e a construção de mais uma sede para a AACD! Vamos lá, pessoal! Nós, que tivemos a sorte de nascermos “perfeitos”, temos a obrigação de ajudar! com tão pouco, podemos ajudar muito a quem realmente precisa! segue release que recebi do Planeta Voluntários:

Prezados,
SEMANA SOLIDÁRIA!
Vamos juntos ajudar milhares de crianças, para você que já recebeu o release e postou, agora venho pedir para que mande para um amigo Blogueiro, no twitter, na sua pagina pessoal do Orkut, para sua lista de contatos de e-mails, vamos fazer o Teleton de 2009, o maior Evento de Arrecadação de todos os tempos.
AS CRIANÇAS DA AACD, AGRADECEM.

Selo da campanha pode ser obtido em:
http://www.planetavoluntarios.com.br/nossas-acoes

“Eu me movo” campanha da AACD,Teleton 2009

“Às pessoas portadoras de deficiências, assiste o direito, inerente a todo a qualquer ser humano, de ser respeitado, sejam quais forem seus antecedentes, natureza e severidade de sua deficiência. Elas têm os mesmos direitos que os outros indivíduos da mesma idade, fato que implica desfrutar de vida decente, tão normal quanto possível”.
O Teleton é o principal evento de arrecadação de fundos da AACD. Todos os anos, uma maratona de shows transmitida pela TV divulga o trabalho da entidade e arrecada doações de todo o Brasil.
Um grande número de artistas e apresentadores de várias emissoras se revezam na maratona, que em 2009 será realizada nos dias 23 e 24 de outubro.
Em 2008 o programa arrecadou R$ 18.955.948,00, superando a meta de R$ 18 milhões, graças à contribuição da solidária sociedade brasileira e de um empresariado cada vez mais engajado em cumprir sua missão social.
O primeiro Teleton realizado no Brasil aconteceu no dia 16 de maio de 1998, através de um pedido feito pela apresentadora Hebe Camargo ao dono do SBT, Sílvio Santos, que aceitou exibir a atração. A primeira edição foi um sucesso e contou com a presença de artistas de outras emissoras.
Já na América do Sul, o primeiro Teleton ocorreu no Chile, em 1978. A América Latina criou, com o objetivo de unificar o programa na região, a Organização Internacional dos Teletons, chamada ORITEL. No Brasil, ao longo da programação do Teleton 2009, são exibidos quadros e shows com artistas, casos de reabilitação e o trabalho da AACD.
O Teleton surgiu há 43 anos nos Estados Unidos, graças ao ator Jerry Lewis. Atualmente, ele acontece em mais de 20 países. A meta é ajudar pessoas que não possuem condições de bancar um tratamento digno.

Sobre AACD:
A Associação de Assistência à Criança Deficiente, AACD, mantém um amplo serviço de atendimento médico, pedagógico e social, voltado principalmente às crianças e adolescentes, promovendo a reabilitação e reintegração social dessas pessoas. Hoje, 96% dos pacientes nada pagam por consultas e terapias. Cerca de cinco mil atendimentos por dia são realizados em suas oito unidades: AACD Ibirapuera (SP), AACD Mooca (SP), AACD Osasco (SP), AACD Pernambuco, AACD Minas Gerais, AACD Rio Grande do Sul, AACD Rio de Janeiro, AACD Santa Catarina e São José do Rio Preto (SP).
A AACD precisa de recursos o ano todo para manter os atendimentos que já realiza e para acelerar as filas de espera da instituição, e você pode doar a qualquer momento para o Teleton.

MOVA-SE VOCÊ TAMBÉM. FAÇA SUA DOAÇÃO.
acesse:
http://www.planetavoluntarios.com.br/nossas-acoes
Planeta Voluntários- A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil !!!

Para doar, acesse o site do Teleton.

Conheça melhor a linda obra da AACD.

 
 

No dos outros é refresco!

Uma notícia de arrebentar...  "Galinha morre ao botar ovo de 115 gramas".

 
 

Morre a Pantera Farrah Fawcett

Acabou esta manhã o sofrimento da atriz Farrah Fawcett, que vinha lutando há anos contra um agressivo câncer retal, como havíamos noticiado aqui. É difícil explicar essas coisas, mas Farrah sem dúvida tinha aquele algo que torna alguns artistas especiais e eternos em nossa lembrança. Fez apenas uma temporada de As Panteras, mas isso bastou para que fosse eternamente lembrada e querida como a Pantera loura, Jill.

Adeus, Pantera!

 
 

Menino escapa ileso de atropelamento

Na Turquia, o menino Muhammet Dirlik, de apenas 4 anos, nasceu de novo após sair ileso de um acidente. Essa é pra quem não acredita em anjo da guarda...

 

 
 

Maconha, câncer e cabelos brancos

Essa é pra quem gosta de dar um "tapa na pantera":

Fumar maconha pode alterar o DNA humano, indica estudo

Um estudo da Universidade de Leicester, no Reino Unido, indica que fumar maconha danifica o DNA, podendo, potencialmente, aumentar o risco de desenvolver câncer. Usando um método avançado e muito sensível, os pesquisadores descobriram que a fumaça da maconha danifica o DNA sob condições laboratoriais.

Na fumaça do cigarro comum, que é muito estudado, contém quatro mil substâncias, dentre as quais 60 são classificadas como carcinogênios (causadoras de câncer). O novo estudo mostrou que a fumaça da maconha, por sua vez, possui 400 compostos, incluindo 60 canabinoides; porém, por causa de sua menor combustibilidade, ela contém 50% mais hidrocarbonetos policíclicos aromáticos carcinogênicos do que a do tabaco.

De acordo com os pesquisadores, fumar três ou quatro cigarros de maconha por dia pode representar o mesmo dano nas membranas bronquiais do que aquele causado por 20 cigarros comuns.


E já que falamos de câncer, um bom motivo pra você se alegrar com aqueles cabelinhos brancos...


Pesquisadores ligam cabelos grisalhos à proteção contra o câncer


A chegada dos cabelos grisalhos geralmente não é bem vista pelas pessoas, mas o mecanismo que os produz pode estar nos protegendo do câncer, segundo estudo de pesquisadores no Japão.
Células-tronco são responsáveis por manter no nosso corpo o volume de melanócitos, células que produzem os pigmentos que colorem o cabelo. O cabelo fica grisalho quando o número de células-tronco nos folíolos capilares cai. Usando cobaias, Emi Nishimura, da Universidade Médica de Tóquio, descobriu a mecânica desse processo.
Quando os pesquisadores expuseram as cobaias à radiação e produtos químicos que afetam o DNA, células-tronco afetadas se transformaram permanentemente em melanócitos. Isso fez com que as células responsáveis pela pigmentação tivessem seu volume reduzido --o que significa que havia menos células-tronco capazes de manter esses níveis.
A equipe de Nishimura propõe que o mesmo processo leva à redução de células-tronco em pessoas mais velhas, especialmente porque as alterações no DNA das pessoas se acumulam com o passar dos anos.
David Fisher, da Universidade Harvard, que faz pesquisas sobre câncer, sugere que esse processo protege o homem do desenvolvimento de tumores, por desestimular a proliferação de células-tronco com DNA danificado. "Um efeito benéfico é a remoção das células potencialmente perigosas que têm pré-disposição cancerígena", diz.

 
 

Tecnologias assassinas?

Direto do Gigablog UOL:

  • A tecnologia que salva...

Suicida inglês salvo por amiga online australiana
Um rapaz inglês foi salvo pela polícia depois de um alerta dado por uma garota australiana com quem ele estava conversando pela internet.
No último dia 9, enquanto conversava pela internet com uma amiga residente no país dos cangurus, o inglês de 23 anos, morador da cidade de Oxfordshire, se despediu com a ameaça de que “iria se matar em 15 minutos”. Assim que ele se desconectou, a garota entrou em contato com outro amigo online, morador da cidade de Cambridgeshire que alertou a polícia.
Ao chegar no local, as autoridades encontraram o sujeito semi-consciente e com uma corda amarrada no pescoço. “Por sorte, eu tinha uma faca e consegui libertá-lo”, disse a sargento Georgia Taitt ao jornal The Telegraph.
Graças à “operação multinacional”, o rapaz passa bem e está “totalmente recuperado”.

Assalto flagrado pelas câmeras do Street View
Apesar de algumas pessoas afirmarem que as câmeras do Google Street View facilitem a vida de bandidos, um caso acontecido na Holanda mostra o outro lado da moeda.
Dois irmãos gêmeos foram presos pela polícia da cidade de Groningen depois que as câmeras do serviço do Google os flagraram assaltando um garoto de 14 anos para levar seu telefone celular e cerca de R$ 250 em dinheiro. “A foto foi tirada momentos antes do crime””, afirmou um porta-voz da polícia local à Reuters.
O assalto aconteceu no último mês de setembro, mas apenas em março que o jovem descobriu que o momento havia sido “eternizado” no serviço de mapas.
Os dois assaltantes, de 24 anos de idade, confessaram o crime e foram presos.

IPod salva casal de namorados de raio
Um casal de namorados britânicos sobreviveu à queda de um raio "de 300 mil volts" graças a um iPod.
Sophie Frost e seu namorado Manson Billington, de 14 anos, estavam debaixo de uma árvore quando foram acertados pelo raio. A energia foi dissipada pelos fios do fone de ouvido da garota, que estavam “presos em seu uniforme escolar”, como informa o jornal The Daily Mail.
Depois de alguns minutos desmaiado, o garoto foi o primeiro a acordar, e carregou sua namorada até a estrada e pediu que um carro os levassem até o hospital.
Apesar de Sophie ter sofrido uma queimadura no globo ocular, que os médicos “esperam não ser permanente”, o casal passa bem, mas o iPod, mais sensível a esse tipo de dano, não sobreviveu.
De acordo com a mãe de Sophie, o iPod havia sido comprado “há poucos dias”. Isso que é sorte, não?

  • É a mesma que mata...

Garota é atropelada ao tentar salvar iPod
Ao notar que havia derrubado seu adorado iPod no meio de uma rua movimentada, uma jovem de 16 anos da cidade de Tampa, na Florida, não pensou duas vezes e correu para salvar seu aparelho.
Apesar de ter conseguido desviar de uma boa quantidade de carros, ela acabou sendo atingida por  uma picape e até que deu sorte, diante das circunstâncias: apenas quebrou uma perna e sofreu alguns arranhões.
Por sua vez, o iPod passa bem e não teve qualquer ferimento. O nome da jovem e do motorista não foram divulgados. [Com informações da AP]

Jovem morre por usar Twitter na banheira
Depois de uma série de acontecimentos desastrosos, a adolescente romena Maria Barbu, de 17 anos, morreu eletrocutada depois que seu notebook caiu dentro da banheira em que ela tomava banho ao mesmo tempo que navegava pelo Twitter.
As autoridades de Brasov, cidade em que a garota vivia, acreditam que o acidente aconteceu quando Maria tentou ligar o aparelho à tomada, ainda com as mãos molhadas. O aparelho escorregou e caiu na água, fazendo com que ela recebesse o choque fatal.
De acordo com o jornal The Australian, o corpo da jovem foi encontrado por seus pais, ao lado do computador.

Garota morre depois de ser atingida por seu próprio notebook
Heather Storey, uma jovem de 25 anos de idade, morreu atingida por seu proprio notebook em um acidente de trânsito, na cidade de Surrey, no Canadá.
A garota ia para o trabalho quando foi fechada por um caminhão. Ao chegar no local do acidente, a polícia notou que Heather provavelmente sobreviveria ao impacto se seu computador, que estava solto no banco de trás do carro, não tivesse a atingido na nuca.
“Nós acreditamos que ela foi atingida na na cabeça e na nuca por seu notebook”, disse o sargento Roger Morrow em seu relatório para a polícia. As informações são do site CBCNews.
Não custa lembrar que objetos soltos dentro de carros podem facilmente se transformar em um perigo. Num impacto a 60 km/h, um laptop de 2 quilos pode se transformar num objeto voador de 17 quilos pronto para fazer algum estrago.

Daí minha má vontade com notícias escatológicas sobre novas tecnologias. Nenhuma grande invenção, sozinha, é capaz de fazer mal se não tiver um ser humano (nesses casos, bem idiota) por trás.

 
 

Lei Seca: Deu certo!

Conheço muita gente boa que, em nome das liberdades individuais, criticou supostos excessos na chamada Lei Seca instituída pelo governo. Bem, os números recentemente divulgados comprovam que valeu a pena. Em alguns casos plenamente justificados, o interesse público justifica alguma flexibilização das liberdades individuais. E que melhor justificativa do que a salvação de milhares de vidas?

Para mim, a coisa só não é melhor porque a fiscalização ainda é pífia (como aqui na Bahia) e o governo ainda permite a propaganda de bebidas alcóolicas na TV. Vamos encarar a realidade: O Brasil é um dos países em que mais morre gente no trânsito e em consequência de brigas, a grande maioria jovens. O número é absurdo, e comprovadamente é bombado pelo efeito do álcool. Isso para não falar do que o País desperdiça com hospitais, remédios, fisioterapia, enfim: na tentativa de reabilitar os que conseguem escapar da morte. E para quê? em nome do que isso se justifica?

Eu gosto de tomar minha cervejinha, meu chopp, até minha cachacinha de vez em quando. Mas me parte o coração ver, praticamente todo sábado à noite, grupos de jovens lindos na garagem do supermercado, alguns subindo (normalmente os maiores) à loja para voltar com algumas garrafas. Fico imaginando quantos ali já não estarão mais vivos, no dia seguinte. E se isso fosse necessário (não acredito que seja) eu abriria mão, de bom grado, dos meus prazeres etílicos, apenas para ter certeza que todos os pais teriam seus jovens de volta, sãos e salvos, no dia seguinte. Se podemos fazer alguma coisa, façamos. E agora!

 
 

EUA: Gêmeos de pais diferentes

Caso raríssimo: nos EUA, uma mulher deu à luz gêmeos de pais diferentes!

 
 

CQD

Continua caindo o índice de letalidade da gripe A (antiga Suína). Nesse momento está em 1% (estava em 1,86% uma semana atrás, quando eu disse aqui que a coisa não era tão feia quanto a imprensa fazia parecer). A mídia procura desesperadamente outra pauta com grande potencial de imprimir pânico à população.

 
 

A origem da gripe suína

Assim como o presidente do Paraguai, Lugostosão, o "inseminarista", estão na moda as piadinhas com a gripe A (ex-gripe Suína). Por exemplo, que quem morre da gripe vira espírito de porco. Riso
Agora, se o Serra estiver correto quanto à forma de contágio, descobrimos que a origem da gripe pode ser o Brasil, mais precisamente o pernambucano Eraldo Moreira de Araújo. Veja aí embaixo:

Ô, Eraldo! precisava bater na porquinha?

 
 

Crime ambiental em Petrópolis

Vai a Petrópolis? NÃO COMPRE TECIDOS BANGU!!!
Vai adiantar se a sociedade tiver consciência e boicotar essa empresa. A fábrica de tecidos Bangu, sediada em Petrópolis, jogou TINTA azul e vermelha no Palatino, principal rio de Petrópolis. O desastre ambiental é incalculável. O pior é que, desde 2005, a Tecidos Bangu conta com incentivos fiscais (veja termo de 10 anos aqui, pg. 2) da prefeitura, ou seja, o bravo povo petropolitano está pagando para essa empresa acabar com o seu maior rio. Alô, prefeito Paulo Mustrangi (PT), eu sei que esse termo é anterior ao seu mandato, mas aguardamos providências, ok? Empresa que destrói o meio ambiente não merece subsídio, né?

 
 

Chegou! E agora?

Pois é. O bom ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou o que já era anunciado: a Gripe A (chamada equivocadamente de Gripe Suína) chegou ao Brasil. Quatro casos foram confirmados hoje. Não havia como não chegar, a globalização é pra tudo, de bom e de ruim. Chegou. E agora?

E agora é baixar a bola e não se deixar levar pelo sensacionalismo da imprensa. Sabem que eu achei boa a chegada dessa gripe? o alarmismo, a tentativa de piorar ainda mais a crise econômica, de colocar a população em pânico, já estava dando no saco. Agora a imprensa ganhou um novo Freddy Krueger, Jason: a Gripe A. Mas não será por muito tempo. Logo a verdade (como sempre acontece) ficará tão cristalina que esse bafafá todo vai minguar, e a mídia vai ter que partir em busca de outro horror.

O negócio é o seguinte: já está começando a cair a ficha, pelo menos entre os especialistas sérios, que a taxa de letalidade dessa Gripe A não é tão preocupante. Hoje está em 1,86%, e caminha para algo próximo da gripe comum. No México foi maior, 3,77%, e talvez isso explique parte do alarmismo, até entre profissionais da saúde. Mas o México foi a origem, não se conhecia a doença e os casos, quando chegavam aos hospitais para tratamento, já estavam mais graves.

Agora não. A doença pode até se propagar rápido, mas mata pouco. Lá fora, nos países mais desenvolvidos, talvez 1,86% ainda seja alarmante. Mas para nós? Compare aí: a Febre Amarela, este ano, apresenta taxa de letalidade de mais de 40% (nos casos mais graves pode chegar a 100!); a dengue hemorrágica, 6,8%. Entendeu o drama? pode ficar "tranquilo", porque nós temos coisa muito mais séria pra nos preocupar aqui do que essa Gripe A...

 
 

Agora, o Rei do Rio!

Ok, não tem jeito não. Flamengo é campeão! Carioca! De novo!

Somos penta-tri, ou seja, cinco vezes tricampeões.

De quebra, Cuca saiu da maldição do vice, desencantou no Mengão. E o brasileirão vem aí. Com Adriano, muito provavelmente.

Mas o melhor de tudo: o Flamengo é agora o melhor do Rio, sem choro nem vela.

Pra não falar da torcida rubro-negra que, mais uma vez, engoliu a do adversário. A urubuzada merece e está feliz!

Olhaí que bonito...

 
 

Galinho maravilhoso

O Globo Esporte divulgou hoje resultado de enquete sobre o gol de cobertura mais bonito. Participavam, além de Ronaldo, astros como Zico, Romário, Djalminha, Alex, Haji e outros. Deu Zicão na cabeça, claro. O Galinho fazia gol de tudo quanto é jeito e a maioria valeria reprisar aqui. Vamos nos contentar com esse, por enquanto. Um golaço que vale a pena ver de novo. Mesmo!

 

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